Eu conheci o yoga num momento em que vivia completamente no automático.
Eu não conseguia distinguir com clareza aquilo que realmente queria daquilo que tinha aprendido que deveria querer.
Eu reagia às expectativas, aos medos e aos estímulos ao meu redor sem perceber o quanto tudo isso orientava minhas escolhas.
E uma pergunta começou a me acompanhar:
Quem eu era antes que dissessem quem eu deveria ser?
Eu não sabia responder.
A prática começou a revelar coisas que eu ainda não conseguia enxergar.
Aos poucos, fui percebendo meus padrões, entendendo o que vinha de mim e o que vinha das expectativas externas e retirando camadas daquilo que acreditava precisar ser.
O yoga deixou de ser apenas uma prática física.
Ele se transformou em um espaço de autocuidado e em um caminho profundo de autoconhecimento.
Eu comecei a sair da reação automática e a responder à vida com mais presença, a partir daquilo em que realmente acreditava.